sexta-feira, 10 de julho de 2009

The Legend of Zelda: The Wind Waker


Numa época onde a moda é nivelar o tema dos jogos de Grand Theft Auto para baixo, temos que reconhecer que Shigeru Miyamoto e a Nintendo – esses sim - têm “big cojones”. Afinal, optar por transformar sua mais importante franquia disso para isso requer uma boa dose de coragem e personalidade.

Você deve se lembrar quando The Legend of Zelda: The Wind Waker foi mostrado pela primeira vez. Metade da comunidade nintendista queria a cabeça do responsável pela idéia de fazer um jogo em “cel-shaded”, com ar mais infantil. Na nossa enquete, só 25% aprovaram a mudança. Houve até quem dissesse que era aquele era o pior dia de sua vida. Mas protestar não adiantou nada. The Wind Waker saiu, é 100% cel-shaded, é infantil, mas é bom pacas. Se você ainda quer realismo, vista-se de verde e vá passear com seus amigos.

Pois bem, o melhor que se tem a fazer é deixar o espírito do Michael Jackson tomar conta de você por um instante e viver o conto de fadas daquele garotinho vestido de verde. Não Peter Pan, mas o inexpugnável Link. Quem tiver a disposição para encarar a aventura vai descobrir, mais cedo ou mais tarde, que The Wind Waker é um dos melhores – se não o melhor - Zelda já feito.

Não é apenas uma questão de bolas que diferencia a Nintendo das demais produtoras. O que vemos em The Wind Waker é um jogo de um nível técnico e artístico sem paralelo, fruto do know-how de quem há duas décadas vem aperfeiçoando a fórmula dos jogos mais criativos e admirados de todo o planeta. Em outras palavras, é um jogo que só mesmo Shigeru Miyamoto e a Nintendo poderiam fazer.

Visualmente, Wind Waker é sublime, um verdadeiro desenho animado totalmente jogável. Ele está tão à frente da concorrência que fica até feio o compararmos com outros jogos do gênero ou que usam do estilo "cel-shaded", que virou moda na indústria nos últimos tempos.

É de se impressionar com o esmero artístico na criação dos personagens e do mundo de fantasia deste Zelda. A qualidade da animação é espetacular, e as expressões dos personagens riquíssimas, capazes de emocionar. Link tem uma cara para cada situação, seus olhos acompanham a ação e têm não apenas função dramática, mas como jogabilística, já que servem para indicar se há algo importante na tela (ele sempre fixa o olhar em algum ponto chave do cenário), ajudando na resolução dos puzzles. Os cenários são igualmente ricos em animações, cheios de vida e muito convincentes. E como não poderia deixar de ser, Wind Waker ainda apresenta luzes e um repertório de efeitos especiais dos mais impressionantes desta geração.

Diferente dos outros Zeldas onde tínhamos uma Hyrule em terra firme, dando acesso aos diversos dungeons, em Wind Waker um vasto oceano compõe o principal ambiente da aventura, com pequenas ilhas servindo de entrada para os dungeons. Tem um clima meio "Monkey Island", caribenho, bem diferente do que o fã de Zelda está acostumado a ver.

Link navega em seu King of Red Lions, um barquinho a vela falante. Sua batuta mágica, a Wind Waker do título, é um item importante neste cenário, já que tem o poder de interferir na direção do vento que empurra o barco. Um exótico cartógrafo - um peixe falante com pincel na boca que costuma comer iscas jogadas na água - é outra conveniência dos mares navegados por Link. Ele pode desenhar mapas de cada região e ainda dar dicas de como resolver alguns enigmas marinhos.

O mar é gigantesco, dezenas de vezes maior que a terra de Ocarina of Time, por exemplo. É um lugar bem bonito, especialmente ao amanhecer, quando um bando de gaivotas pode resolver acompanhá-lo, voando sobre o barco.

A jogabilidade de Wind Waker é aquela clássica de Zelda, com dungeons temáticos (fogo, terra, vento etc), chefes de fase gigantescos, aventuras paralelas e tal. Temos de volta também o sistema de mira de Ocarina of Time, itens como o "deku stick" (para iluminar ambientes e acender tochas), bombas para explodir pedras e passagens, diversos tipos de escudos e espadas, o "grappling hook", "hookshot", boomerang e outros apetrechos redesenhados e com algumas funções extras.

Alguns itens novos são excelentes, como a folha que faz link planar e a batuta Wind Waker que conduz o vento e rege melodias mágicas. O comum a todos os itens é que eles são cuidadosamente estudados e sua implementação no jogo é mais que perfeita.

Há naturalmente aquele déja vù para os veteranos da série. Muitos dos puzzles já não representam grande mistério, e todos nós já sabemos como enfrentar um Ganondorf básico, porém a reciclagem da velha formula é mais uma vez genial, e aquela gratificação de conseguir um novo item e resolver os puzzles mais complicados continua sendo magistral.

O design dos dungeons, que é a essência da jogabilidade de Zelda, é o mais incrível de toda a série. A ênfase desta vez está nos enigmas e não mais em pulos milimétricos, combate com inimigos comuns e outras situações frustrantes. Os inimigos, diga-se de passagem, podem ser derrotados sem muito estresse (não lembramos de uma morte por contato com inimigos comuns durante todo o jogo). A diversão fica mesmo na resolução dos enigmas geniais dos dungeons.

Apenas uma coisa persiste como problema: os Rupees, aqueles cristais coloridos que servem de moeda no jogo. Eles continuam brotando em arbustos em grandes quantidades e cada vez mais perdem o valor na capenga economia hyruliana. Praticamente não há o que comprar com a moeda, mas o jogo insiste em usá-los como recompensa das aventuras mais interessantes - aquelas opcionais, onde você encontrou uma caverna escondida ou coisa parecida, e lá havia um baú do tesouro. Chega a irritar quando você termina um desses mini-quests para no final achar o baú, abri-lo e ler "Você achou um Rupee laranja, que vale 50 Rupees normais. Seus olhos brilham de felicidade". A cara é mais de frustração na verdade, já que bastava capinar o mato mais próximo para coletar o mesmo valor em Rupees menores. Isso acaba desestimulando qualquer exploração extra no jogo.

Outras marcas registradas de Zelda podem ser percebidas na parte sonora. Há os temas clássicos da série, remixados, algumas composições que fizeram sucesso em Ocarina of Time e músicas mais adequadas ao ambiente tropical do jogo. Os sons continuam simples e eficientes, como o velho tilintar ao descobrir um segredo, o gritinho de link e os barulhos característicos de portas, armadilhas e itens. Tudo bem no estilo dos jogos antigos da Nintendo.

Finalizando:
Wind Waker é o mais próximo que um videogame pode chegar de um conto de fadas interativo. É um dos jogos mais polidos e bem feitos da geração passada, uma jóia que deve ser experimentada por todos os jogadores.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os Males dos Vídeo Gueimes

Por Silas Malafaia, fundador da Igreja Internacional, contando hoje com um templo em praticamente todas as cidades do Brasil:

Tenho recebido muitas reclamações e relatos à respeito de jovens que tiveram problemas com os vídeo gueimes, que são jogos eletrônicos (uma espécie de vídeo k7 ou DVD), que quando ligado na televisão, permite interagir com os bonecos lá exibidos.

Lembro-me que no início da década de 90 um adolescente de nossa Igreja me relatou que ganhou um vídeo gueime Gênesis na rifa; Ele na época morava com a avó, que era cega; Ligou o vídeo gueime em sua televisão, mesmo contra a vontade de seu avô, que acreditava que aquilo poderia estragar o aparelho televisor CCE©. No momento em que ligara o cartucho a televisão proferiu uma zombaria contra a senhora, com um melodioso: “Ceeeeegaaaa!”.

Além do desconforto, aquilo abalou sua relação com a família. Sua avó, que sofria de catarata, ficou sentida, pensou que fosse chacota de seu neto, que nada tinha a ver com aquilo. Sua única culpa foi ter deixado aquele aparelho japonês adentrar em seu lar.

Na ocasião eu não sabia do que se tratava aquilo e o aconselhei à vender o aparelho. Depois foram surgindo diversos casos relacionados à jogatina eletrônica. Isso tudo começou na década de 80, e, infelizmente, hoje está muito mais difundido.

Outro caso interessante foi há alguns anos, um pai disse que seu filho estava a usar bastante o computador e que ele estava muito contente, pois hoje há muitos trabalhos na área de informática. Lhe parabenizei e desejei sorte ao seu rapaz. Uma semana depois o mesmo pai veio à mim novamente, desta vez com lágrimas nos olhos, pois descobriu que seu filho passava horas à fio no computador, mas não era estudando. Todo tempo era dedicado ao jogo ‘DUM’, um jogo cheio de referências satânicas, com demônios, lava, fogo, morte e destruição. Fora isso ele passou à acessar o site pornográfico youtube®. O mesmo site que contém o vídeo pornográfico da cantora Daniele Cicareli.

Lembro-me quando lançaram o vídeo da cantora Daniele Cicareli fazendo sexo no youtube. O desembargador Ênio Julião prontamente bloqueou o acesso ao site em todo território nacional. Um ato de fibra, pois foi coisa que nem o imperador Norte Coreano, Kim Jung-Il, conhecido por sua dureza, teve coragem de fazer. Nem mesmo na China, ou no Irã de Mahmoud Ahmadinejad, onde há sérias restrições na internet. A justiça no Brasil foi pioneira, mostrou severidade contra a imoralidade e o paganismo. Graças à Deus.


Do nosso governo não podemos reclamar, pois vários jogos violentos e não cristãos foram proibidos. Counter-Strike, jogo de guerrilha. Dum, jogo de umbanda, Carmagedon (Carro + Armagedon). Todos estes tiveram suas vendas proibidas no país.

É por isso que digo que há de se fiscalizar mais os jogos que adentram no lar brasileiro. Ao invés de classificar por idade (coisa que não adianta), temos que restringir aqueles que não são adequados aos cristãos. Quero inclusive propor uma lei para classificar os jogos quanto à cristandade, com um selo na capa: “Jogo Cristão” ou “Jogo não Cristão”.

Agora vou falar um pouco sobre cada aparelho de jogo (Sim, infelizmente existem vários):

Xbox 360


- Feito pela empresa Microsoft, a mesma do Windows, é voltado para o público adolescente. Seu forte são jogos de tiro, em que, com um realismo incrível, é mostrado sangue, ferimentos, guerra, dor e o ódio. Tem uma trava que só permite um certo tempo de uso. Depois que a trava (3RL) é acionada, é necessário adquirir outro aparelho, dando assim mais lucro à empresa.

Principais Jogos:

- Halo: Jogo de vários jogadores em que se mata e é morto, após a morte há a reencarnação(respawn), uma perfeita depurtação da bíblia e da palavra de Deus.

- GTA IV: Na pele de um bandido imigrante nos Estados Unidos você tem como objetivo atropelar, estuprar, matar à tiros pedestres e desrespeitar toda as leis de trânsito vigentes naquele país.

- Gears of Wars: O planeta é invadido por uma raça mutante (locust), que vive no centro da terra. No controle de um halterofilista você atira, serra, mata, pisoteia os inimigos. Jogo extremamente violento e cheio de sangue.

Playstation 3


- Vídeo Gueime japonês, de marca Sony. Voltado para o público adolescente e adulto. Ao contrário do Xbox que oferece jogos por 10 reais, um disco do playstation pode chegar a custar até 200, desta forma limitando seu uso à classe alta.

Principais Jogos:

- Metal Gear Solid 4: Cobra, um policial aposentado, vai ao Iraque para vingar a morte de seu irmão. Lá enfrenta uma horda de robôs e seu arquiinimigo, Revólver Ocerote. Uma bobagem, história japonesa fantasiosa e cheia de clichês.

- Grand Turismo: Um jogo de corridas onde as regras criados por Deus são desrespeitadas, pois não há gravidade e o impacto dos carros não surte efeito. O objetivo é humilhar os espectadores exibindo carros que eles nunca possuirão na vida, trazendo somente a ambição e a discórdia.

- God of War: Jogo com temática grega e umbandista. Há vários ‘deuses’, incluindo o ‘deus’ da guerra. Jogo de ação, o personagem é uma entidade do espiritismo e mata-se “seres mitológicos”.

Nintendo Wii


- Também japonês, é voltado ao público infanto-juvenil de 4 à 12 anos e também para mulheres e idosos. Seu controle fálico é uma afronta à moralidade e aos bons costumes, o seu formato de órgão masculino é evidente e o jogador para controlá-lo, tem que chacoalhá-lo, numa clara referência à masturbação.

Principais Jogos:

Mario: Um encanador italiano se apaixona por uma cortesã da realeza do Reino dos Cogumelos (alucinógenos), porém ele nunca consegue concretizar seu amor, pois esta cortesão é seqüestrada por um demônio que tomou forma de lagarto (Browser).

Zelda: Jogo pagão, feito por japoneses não-cristãos. Você entra no papel de um menino elfo, que invade a casa alheia e quebra tudo: jarros, potes, garrafas e vasos. Os moradores das casinhas virtuais ficam perplexos e sem reação, enquanto o jovem faz a pilhagem.

Pokémon: Monstrinhos de Bolso. Um caçador captura animais e os aprisiona dentro de uma bola minúscula, e só os liberas para participar de rinhas, organizadas em campeonatos. Os bichos tem como único objetivo lutar em batalhas até a morte. Violência desnecessária e prega o maltrato contra os animais.

Zeebo

- Este parece ser um dos únicos vídeo-jogos que se salvam. Ao contrário dos outros, tem jogos em português, é de empresa brasileira e tem jogos construtivos que divertem e ensinam. Há alguns jogos violentos, mas não são todos. Os gráficos e sonoridade são bastante superiores aos outros vídeo gueimes listados acima, pois tem um hardware poderoso, arrojado e dinâmico.

Bom, quero encerrar o artigo desejando aos jovens muita cautela ao adquirir estes aparelhos. O ideal é passar longe deles e dedicar-se às coisas pertinentes ao Senhor. A jogatina é um vício, e como todo vício, é altamente prejudicial. O nosso tempo na terra é limitado e não devemos gastá-lo com passatempos que não nos edificam. Espero que reflitam.

A paz de Cristo nosso senhor.

Pastor Silas Malafaia

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Saint Seiya - The Lost Canvas



O primeiro DVD/Blu-ray do OVA The Lost Canvas foi lançado dia 24 de Junho no Japão contendo os dois primeiros episódios correspondente ao primeiro volume do manga. A previsão é de que seja lançado um novo volume (com dois episódios) a cada dois meses até completar os 13 episódios da série animada. Eu assisti sábado e particularmente gostei muito. Dá pra notar nitidamente que estes OVA's estão muito mais sérios e técnicamente superiores a Saga Inferno e Elísios, também lançados a pouco tempo. A animação está muito fluida, traços muito caprichados, trilha sonora encaixando perfeitamente à época (século XVIII), dublagem fantástica (muito difícil alguém conseguir bater os seiyuus japoneses nesse quesito). Segue uma breve sinopse retirada do site Animeblade:

Saint Seiya - The Lost Canvas é uma nova saga de "Os Cavaleiros do Zodíaco" que conta a antiga guerra santa contra Hades a 243 anos atrás, no século 18, na Europa. Nesta história não temos Seiya, Saori, Shun e todos os outros personagens que conhecemos. Os únicos conhecidos são Dohko de Libra, que era o Mestre Ancião que treinou Shiryu, e Shion de Áries, que era o Mestre do Santuário morto por Saga na época de Seiya. Nessa nova saga, temos três personagens principais, Tenma, que é o Cavaleiro de Pégaso dessa época, Sasha que é a reencarnação de Athena e Alone, irmão de Sasha, que foi a pessoa escolhida para abrigar a alma de Hades. Eles eram orfãos e amigos de infância, mas com o tempo cada um se separou e quando se reencontraram, eram inimigos. A história se desenvolve em volta dessa ligação entre os três, das tentativas de Alone em derrotar Sasha e de Tenma tentando recuperar o velho amigo. No desenrolar da história, Tenma conta com a ajuda do Cavaleiro de Bronze Yato de Unicórnio e a Amazona de Prata Yuzuhira de Grou e dos 12 Cavaleiros de Ouro, que vão aparecendo na história para realizar missões especiais para derrotar Hades e o exército de Espectros que possui. Hades conta com os 108 espectros de seu exército, além da ajuda de Pandora e do deus do sono Hypnos para eliminar a raça humana, porque Alone considera a morte "uma salvação" e por isso decide criar o Lost Canvas com a pretensão de atrair todas as almas do mundo para ela. Essa nova série é desenhada de modo diferente da história original dos Cavaleiros do Zodíaco, mas ainda mantém um traço bonito e com uma animação que Saint Seiya nunca viu antes.


Ninguém tem dúvidas quanto ao estrondoso sucesso que foi e continua sendo Cavaleiros no Brasil, e logo logo teremos Lost Canvas de forma oficial em nosso país, pois a Flashstar lançará os DVD's com os episódios por aqui. Segue o cartaz de divulgação da série:



Bem pessoal, é isso. Espero que tenham gostado deste post, e recomendo a todos assistirem a mais esse anime dos valorosos defensores de Athena. Abraços a todos e até a próxima!!!!!!!